26.10.11

Juliana Caymmi - Para Dançar A Vida (2010)


1. Vento Noroeste/Flecha de Prata
2. Moço
3. Por Que Sou Carioca
4. Não Só Pela Chuva
5. Desenredo
6. Coco Praieiro
7. Para Dançar A Vida
8. Guanabara
9. Paixão Latina
10. Aonde O Tempo Vai
11. Sempre Viva
12. O Tempo
13. Flor de Ir Embora


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2 comentários:

  1. Quem ouvir Juliana Caymmi cantar proporcionará a si mesmo surpreendentes momentos de felicidade. Seu canto tem a suavidade de quem sabe que pode encantar quem quiser. Ele pode ser dramático, ou mesmo mordaz; mas o que mais impressiona nele é a simplicidade com que soa, mesmo sendo tudo isso e mais aquilo.

    Com jeitinho meio maroto, a voz de Juliana Caymmi veio sambar; com seu modo de interpretar, a roda se abre para melhor vê-la gingar; e até o tempo interrompe o seu passar para que ela esteja pronta para mudar sem que ele, o tempo, ao menos perceba que ele, para ela, não vai passar.

    Ainda que seu sobrenome revele que ela é uma Caymmi (filha de Danilo, compositor de boa linhagem, e de Ana Terra, compositora de talento, além de neta do grande Dorival e sobrinha de Nana e de Dori), Juliana arrebata quem a escuta pela primeira vez. Sua voz é poderosa, de arrepiar os pelos.

    E para ainda mais realçar seu timbre e sua afinação, os bons arranjos de Ricardo Matsuda, assim como os instrumentistas que os reproduzem, estão à altura da excelente cantora que a moça é.

    Além dos violões, da viola caipira e do baixo de Matsuda, a acompanhá-la estão Ramon Montagner, Chico do Pandeiro e Lucas da Rosa (percussão); Cléber Almeida e Pepa D'Elia (bateria); Mané Silveira (flauta e sax tenor); Tiago Costa (teclados); Luís Kalau (violão de sete cordas); Rubinho Antunes (flugel horn e trompete); Daniel Romanetto (cavaquinho) e Beto Kobayashi (guitarra).

    Para abrir "Para Dançar A Vida", lançado pelo selo Kalamata, seu primeiro CD, Juliana uniu "Vento Noroeste" (Elpídio dos Santos e Juraci Rago) a "Flecha de Prata" (Danilo Caymmi): o poder da voz ampliando a força dos cantos praieiros.

    A delicadeza da flauta e do violão estão em "Moço" (Juliana Caymmi). A flauta se destaca em intermezzo arrebatador. Juliana brilha.

    "Porque Sou Carioca" (Juliana Caymmi e Ana Terra) é letra de mãe para filha. Coisa de craque.

    Em "Não Só Pela Chuva" (Fred Martins e Marcelo Diniz), o trompete em surdina é vigoroso. A bateria e o baixo pontuam.

    Apenas a viola caipira e o violão ponteiam suavemente. Juliana emociona no clássico "Desenredo" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro).

    Em "Coco Praieiro" (Eudes Fraga e Paulo César Pinheiro), o pandeiro dá a pisada, a zabumba vai, a viola brilha... Meu Deus!

    "Para Dançar A Vida" (Juliana Caymmi) começa com o violão e o baixo fretless. A bateria logo se junta a eles. Bela canção.

    Piano, violão, baixo acústico e a bateria, tocada com vassourinhas nos pratos, criam a atmosfera para Juliana se deliciar com a linda "Guanabara" (Fred Martins).

    E ela segue com "Paixão Latina" (Selma Boradian); "Aonde O Tempo Vai" (Ricardo Matsuda); "Sempre Viva (Amor Perfeito)" (Luís Perequê); e com a sua amorosa "O Tempo".

    Ao fechar com "Flor de Ir Embora", de Fátima Guedes, Juliana Caymmi canta: "E lá vou eu/flor de ir embora/Eu vou/Agora esse mundo é meu". De fato, o mundo é seu, moça: cantando desse jeito, sua sina é ser reconhecida como uma grande intérprete.

    Aquiles Rique Reis
    Músico e vocalista do MPB4

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  2. Muito obrigado por seu bom gosto, tomei conhecimento da existência do blog somente hoje. Desejo vida longa. Abraços.

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